QS
coloca Universidade
como a 3ª melhor da AL
LUIZ
SUGIMOTO
A
Quacquarelli Symonds, que produz o ranking TopUniversities,
divulgou no último dia 4 o primeiro QS University Rankings
Latin America, em que a Unicamp aparece em terceiro lugar,
com a USP na primeira colocação e a Pontifícia Universidade
Católica do Chile na segunda. “A Unicamp está justamente
na posição que era da nossa expectativa, ou seja, assegurada
entre as três principais da América Latina”, afirma o professor
Edgar Salvadori De Decca, coordenador-geral da Universidade.
O ranking traz oito universidades
brasileiras entre as 20 melhores da região e, dentre as
200, 65 são do Brasil. A USP recebeu 100 de pontuação; a
Católica do Chile, 99.6; e a Unicamp, 94.7. A Universidade
do Chile (4ª colocada) tem 94 e a Universidade Nacional
Autônoma do México (5ª), 92.1. A partir daí, há uma queda
acentuada na pontuação das demais instituições. “A QS promoveu
modificações em relação ao peso dos itens avaliados, como
de reputação e de citação por docentes. Isso provocou um
realinhamento das universidades, a ponto de a Autônoma do
México, que estava à nossa frente no ranking internacional,
aparecer atrás de nós na América Latina”, observa De Decca.
Na opinião do coordenador-geral,
se os mesmos critérios fossem utilizados para o ranking
TopUniversities, a Unicamp também mudaria de posição. “De
qualquer maneira, nossa expectativa se confirma, sendo que
os números revelam que ainda temos muito a percorrer e melhorar
nosso desempenho. Um fator extremamente positivo é que o
Brasil tem 65 universidades entre as 200 primeiras, o que
indica a melhoria do país em termos de investimento no ensino
superior, titulação e inserção de trabalhos em nível internacional”.
Comentando o ranking para
a América Latina, a QS observa que os resultados refletem
os novos dados publicados pela Organização para Cooperação
e Desenvolvimento Econômico (OCDE) em setembro deste ano,
apontando que a proporção do PIB investido em educação cresceu
muito mais no Brasil do que em qualquer outro país filiado
à entidade. “As matrículas triplicaram na última década
e o ranking QS demonstra como o Brasil tem priorizado a
pesquisa”, atesta Danny Byrne, editor da TopUniversities.